Instantaneos

Marketplace ItemFor Sale: comida goianaDec 8, '05 9:17 PM
for everyone
Category:   Other/General
Price:   dois quilos de crescimento lateral

(clique em cima da imagem pra ver a foto em tamanho real, e como o multiply tá lerdo demais tem que esperar um pouco)

Muito bom viajar e poder descobrir novos sabores, aromas, formas e cores, ter o prazer de sair do lugar comum e conhecer um Brasil diferente, exótico, uma cozinha autêntica. Umas semanas de férias em Goiás e tive um encontro com a cozinha goiana, uma culinária com influência indígena, de mineiros e paulistas, que no final no século XVIII buscavam ouro nos sertões goianos.
Voltei já com saudades da terra hospitaleira, do pequi, guariroba, jatobá, baru, gabiroba, mangaba, cagaita, araticum, buriti, cajuzinho do cerrado... muita brasilidade pra conhecer.

As imagens estão da esquerda para direita na seguinte sequência:
- empadão goiano (recheio de frango, carne de porco, linguiça , guariroba e queijo) com arroz de pequi e paçoca de pilão
- frango com pequi, arroz com baru e banana frita
- picadinho de alcatra, arroz de pequi, paçoca de pilão e salada de tomate cabacinha
- galinhada (galinha e arroz com pequi ou guariroba)
- arroz de pequi


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Marketplace ItemFor Sale: cores mofadasNov 17, '05 1:01 PM
for everyone
Category:   Other/General
Price:   chuva

Semana passada depois de muita chuva quase todo dia, apareceram essas cores no jardim lá do trabalho.
(pra ver a imagem ampliada clica em cima dela e espera porque o multiply tá lerdo demais)
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Há uma cor que não vem nos dicionários.
É essa indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: - a cor do tempo...

Mário Quintana


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Marketplace ItemFor Sale: MooreOct 3, '05 7:50 PM
for everyone
Category:   Collectibles
Price:   cara de pau e paciência

Cara de pau porque era proibido, pra variar, fotografar a exposição.
As fotos foram feitas na exposição do Moore que ocorreu no Paço Imperial (RJ) mês passado, clicadas, transformei a ambientação original sem fazer intervenção nas obras, com um desconto porque são as primeiras experimentações que faço no photoshop e teve ainda a ajuda das críticas da Carmen.
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Formas no espaço. Volumes ao ar livre, linhas retas e curvas e o ambiente circundante.
Cresci contemplando esculturas. As criadas pelo engenho e arte dos homens e as produzidas pela natureza.
Humberto Eco discutiu, à exaustão, se a Natureza cria ou não objetos de arte. Independentemente da conclusão a que tenha chegado, é lícito reconhecer que é o homem, em sua dimensão contemplativa, que as identifica e enaltece. Antes do ato humano, são apenas matéria inconsciente. Um tal raciocínio antropocêntrico tem sua explicação virtual: a arte só existe para o homem e para a mulher, e os homens e mulheres não a captam de forma absoluta nem integral, muito menos homogênea, por mais que se oriente a compreensão do objeto artístico através de enquadramentos teóricos e históricos.
Em certa medida, a contemplação da arte é a deificação de objetos discriminados e o artista uma espécie de sacerdote erguendo totens votivos à apreciação humana, fazendo transcendentes materiais ineludivelmente efêmeros, sublimando matérias essencialmente banais. Porque, em última análise, um objeto de arte, enquanto tal, é apenas material circunstanciado, trazido de sua realidade própria para a realidade alheia, fantasiadora de sentidos, orientadora de novas apreensões, transgressora da imediaticidade das ações comuns.
O artista, assim entendido, é um alienado – e alienador – do imediato, do útil, do prático, ao tentar ampliar os limites do aqui e agora, ao pretender estender (ou dar) o significado às coisas que, em si mesmas, não têm significado algum.
Uma pedra é uma pedra, é uma pedra; uma rosa é uma rosa, apenas uma rosa, como nos ensina Fernando Pessoa. Que outras conotações e significações são possíveis e imagináveis? Todas!
As esculturas são transfigurações alucinadas, tridimensionais, concretas, da criação artística.
Nenhuma arte é bela, nenhuma arte é feia, sendo bela ou feia pela nossa capacidade de criá-la e, sobretudo, de contemplá-la, posto que não a fazemos para nós mesmos.
...
O artista é um mago que cria objetos, ou os utiliza, para despertar a nossa fantasia. Não há vida sem fantasia, não há fantasia sem arte, não há vida sem arte.
Antonio Miranda


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Marketplace ItemFor Sale: água coloridaAug 9, '05 11:38 PM
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Category:   Other/General
Price:   hora extra no inverno

fazendo hora extra não remunerada e terminando o dia
com o poente de inverno colorindo a baía de Guanabara.



Mãos Dadas
Carlos Drummond de Andrade



Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.


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Marketplace ItemFor Sale: sucataAug 1, '05 11:41 PM
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Category:   Collectibles
Price:   imaginação e ferro-velho

Jorge de Salles - escultor e desenhista, artista formado em Artes pela PUC-Rio e pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
As fotos foram feitas na exposição que vai até o final de setembro na Universidade Veiga de Almeida, térreo do bloco 'A' (Rua Ibituruna 108, Tijuca - RJ, segunda a sexta-feira, das 09 às 22horas).
São esculturas caricatas e bem-humoradas de São Francisco de Assis, Dom Quixote e outros, todas feitas de materiais ferrosos com solda elétrica, resultado da reciclagem de porcas, parafusos, canos, chaves, vergalhões e outros refugos de mecânica pesada.
Apesar de as obras serem de até 35 anos atrás, em 2004 ganharam uma nova roupagem com tintas amarelas, vermelhas, azuis e grafites.
Pra quem puder ir vale a visita a esse mundo de cavaleiros e santos, esculturas renovadas, recicladas e transmutadas de fragmentos do anônimo, do lixo, da sucata. Praqueles que estão longe, fica a imagem da imaginação de um artista que criou um mundo novo reciclando materiais, preservando, através do seu modo de criar, os recursos naturais cada vez mais finitos.

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Consumir e produzir de forma consciente para permitir um desenvolvimento sustentável, faça sua parte.
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" A humanidade está fazendo um saque a descoberto no grande (porém finito) banco dos ecossistemas globais.
O resultado é um colapso futuro na capacidade do planeta de fornecer bens e serviços naturais aos seres humanos, cujo primeiro efeito prático deve ser a impossibilidade de atingir as metas das Nações Unidas de combate à fome em 2015.
A capacidade do planeta de fornecer peixe e água, reciclar nutrientes do solo, minimizar o impacto de desastres naturais (como o maremoto de dezembro na Ásia) e controlar o clima local está comprometida.
Pior ainda: as alterações feitas nos ecossistemas, especialmente nos últimos 50 anos, estão provavelmente aumentando o risco de mudanças abruptas, como explosão de epidemias (como a de cólera que afetou a África subsaariana durante o El Niño de 1997/ 98), eutrofização de águas costeiras e mudança climática regional, induzida por desmatamento." - Claudio Angelo


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Marketplace ItemFor Sale: brumas da GuanabaraJul 20, '05 10:55 PM
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Category:   Other/General
Price:   acordar cedo

terça-feira, manhã de inverno no Rio de Janeiro, dentro da baía de Guanabara, garoa, neblina e friaca.


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes


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Marketplace ItemFor Sale: diet free zoneJul 19, '05 11:38 PM
for everyone
Category:   Other/General
Price:   comer ou não comer

entrando na onda multiplaica de dieta das minhas amigas


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